Tradutora e intérprete, administradora e publicitária. Essas foram as minhas três respostas ( em épocas diferentes, claro) para a pergunta milenar " o que você quer ser quando crescer?"
A primeira escolha veio da minha então paixão desenfreada por uma boy band. Mesmo, na época, mal sabendo dizer " The book is on the table", insistia na escolha da profissão. Pelo menos até o fatídico epsódio em que escrevi páginas e mais páginas ( as famosas cartas quilométricas) com os dizeres we call you ,em vez de we love you , acreditando, piamente, que estava demonstrando o quanto os amava. A administração foi o sangue falando mais alto. Queria a todo custo aprender a ter a lábia que meu pai tinha ( e tem). Ele vende até cueca suja! ( para os mais lentos: isso foi uma piada, okay?). Enfim, percebi que cursar administração era clichê, o refúgio dos indecisos. E eu, insistindo em ser sempre diferente, interrompi uma tradição familiar ( que nem chegou a ser uma tradição, já que começou e terminou no meu pai). Não me lembro exatamente como foi a descoberta, recordo da idade ( 14) e de que foi paixão à primeira vista. Daí em diante, tudo me levou ao que sou hoje: publicitária.
O fato é que minhas decisões sempre passaram longe dos cursos de licenciatura. Talvez por ser filha de uma matemática ( e professora) e ter assistido a cenas aterrorizantes que envolviam pilhas de provas para corrigir, muitas notas vermelhas, voz rouca e mãos ressecadas pelo giz, que decidi nunca entrar em sala de aula ( a não ser na posição de aluna). Eis que então, já devidamente entrosada e familiarizada com o idioma que me fez desistir da minha primeira futura profissão, entro em uma ( uma não, quatro!!!) sala de aula. Desta vez para LECIONAR! Era apenas uma substituição, somente um dia, mas tinham dezenas de rostos, todos, olhando para mim e esperando que eu desse as ordens. Como toda professora que se preze, gritei ( berrei, na verdade) para pedir silêncio, ameaçei mandar alguns para diretoria, separei briga... até aí, tudo estava correndo como o previsto. Então, surge um dos alunos e pede : " PROFESSORA, posso ir no banheiro?". Primeiro, não lembrava dessa regra de ter que pedir permissão para fazer nossas necessidades fisiológicas. Segundo, eu? professora? "tá" doido menino?
Passado o choque do momento, posso dizer que o dia acabou bem... alguns abraços e o comentário: "Professora, você podia continuar a dar aula pra gente, né? Volta semana que vem!" Pensei: "Se eu voltar, será que ganho uma maçã?
Meu nome não é Luciana
Há 6 anos
5 comentários:
primeirooooo =D
Professora, posso ir beber agua???
Professora, posso ir no banheiro???
Professora, pq que eu tirei 8 e ele 8.5 se as provas tao iguais???
Professora, da prova com consulta???
Professora, so 0,25.... vc nao vai me deixar de recuperação ne???
Nao sei, mas algo me diz que vc nao teria mta paciencia pra aturar essas perguntas por mto tempo uahhauhuahuahu
te amo!
bjus
entao vc lecionou, que xique hein....
na escola sempre se pede essas coisas menina, é na faculdade q a gente perde educacao
hehehe
prova com consultaa!!!!
Então, é estranho mesmo, quando meus catequizandos pedem pra ir no banheiro eu tenho vontade de falar: "Não, pra quê? Faz ali no cantinho da sala".
Muito bom Camilinhaaa!=**
Acho q me identifiquei...
http://tatilazz.blogspot.com/2009/02/as-maos-cheias-de-giz.html
Hehehe
Se um dia eu der aula, assim, por livre e espontânea vontade, pode me internar.
Bjos!
Professora???
Pq não me surpreendoooo???? uhahahaha
bjos queri
mta saudade
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